Psicóloga é espancada em resort de luxo em Guarajuba

 Psicóloga é espancada em resort de luxo em Guarajuba
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A psicóloga Valentina Baldino, 30 anos, e mais quatro pessoas acusaram um empresário do Distrito Federal de agredi-los a socos durante uma discussão no hotel Vila Galé Marés, em Guarajuba, no município de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. O caso ocorreu na tarde de sábado (27/02), por volta das 16h30, na piscina do resort de luxo Guarajuba.

De acordo com o portal UOL, no boletim de ocorrência, o homem apontado como autor do ataque, Leonardo Bruno de Oliveira Freitas, 29, refere-se ao episódio como uma “briga generalizada”, na qual sua cunhada teria sido vítima.

“Eu levei dois socos no rosto e no olho, tapas, empurrões, bebi muita água da piscina. Não estou conseguindo enxergar direito, estou com muita dor no corpo, na minha mandíbula”, disse Valentina ao site.

Ainda segundo ela, o empresário partiu para a violência depois de usar o filho de 4 anos para provocar o grupo. O menino brincava com uma “boia gigante” e, vez ou outra, esbarrava no casal. Uma mulher, que seria avó da criança, não teria gostado da queixa e começou a insultar a psicóloga.

“A gente pediu, com toda a educação, que ele fosse para outro canto da piscina, a piscina era gigantesca. Mas ele continuava a jogar água para todo lado”, relata Valentina. Entre os impropérios proferidos pela mulher, a psicóloga diz ter ouvido que “seria uma péssima mãe” porque “não gosta de criança”. “Eu me senti invadida, constrangida com a fala dessa mulher.”

Em um primeiro momento, Valentina achou que a mulher havia se acalmado — não foi o que aconteceu. “Ela voltou ao grupo em que estava, havia umas cinco pessoas. Para mim, aquilo já tinha acabado. Mas eles seguiam nos provocando, e a gente começou a ignorar. Eles empurravam a boia de propósito na nossa direção. Depois, não sei o que aconteceu, foi tudo muito rápido, eu escutei alguém gritando: ‘bate neles, bate neles. São eles que não gostam de criança’”, relembra a psicóloga.

Valentina diz que, apesar das regras do hotel quanto à proibição de música alta e protocolos contra a covid-19, o agressor e os familiares faziam “algazarra” sem qualquer intervenção da administração.

“Eram pessoas que estavam claramente alcoolizadas, embriagadas, falando próximos aos nossos rostos. Quanto mais a gente pedia distância, mais eles se aproximavam”, descreve.  Valentina conta que, depois do episódio das agressões, ela e o namorado cogitaram trocar de hotel. Mas acabaram desistindo em razão das medidas restritivas em vigor na Bahia. O casal retornou na manhã de hoje para a capital catarinense.

Agora, os dois esperam orientação dos advogados para adoção de providências, já que, para eles, tanto o hotel Vila Galé quanto a polícia baiana foram negligentes.  “A gente não conseguiu apoio das autoridades locais, muito menos do hotel. As pessoas não foram expulsas do hotel, o agressor continuou no resort, não foi preso. Ontem, eles passaram o dia inteiro se deliciando na piscina, com bebidas alcoólicas novamente”, lamentou a psicóloga.

Também alvos das agressões, o bancário Bruno Figlioli, 31, e o médico Renato Hideki, 32, disseram que, embora a estadia deles encerre na quarta-feira (03/03), tentarão antecipar para amanhã a ida para outro destino.

“O hotel ontem deixou um gerente de plantão à disposição da gente que foi muito atencioso conosco. De forma geral, ele nos prestou alguma assistência aqui. Trocamos de quarto, ofereceram serviço de praia para a gente não ficar indo até o bar, para evitar contato com o agressor, mesmo que seja só visual. Mas hoje a gente foi chamado pra conversar com o gerente-geral e a postura do hotel, pelo que eu pude notar, é assim: ‘Se virem, a gente fez o que a gente pôde. A gente prestou a assistência que estava ao nosso alcance no momento do fato’”, disse Bruno.

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